Representatividade e Impactos Sociais: mulheres encarceradas e asinterlocuções de invisibilidade
Palavras-chave:
Mulheres. Prisão. Representatividade. Políticas Criminais. GêneroResumo
O artigo desenvolve a possibilidade de uma análise da relação entre os relatos de sobrecargas do encarceramento feminino, com as invisibilidades sociais de gênero em articulações de poder social e
político. Desta forma, trata-se da exploração de bibliografias que trazem os relatos de violência de gênero nos encarceramentos, de forma explícitas e implícitas, o que se denomina como “sobrecargas”
do encarceramento de mulheres, buscando as origens do encarceramento e pretendendo a compreensão de suas finalidades de controle, e como este controle se relaciona com o corpo feminino, relacionando com os estudos de gênero de autoras como Judith Butler, Simone Beauvoir e Silvia Federici. A partir destas concepções, busca-se a compreensão das formas de poder sociais e políticas, explorando os estudos de Herrera Flores, quando constrói o espaço político alternativo, o que pode ser expandido pela representação pública includente.